As tendências da gastronomia para 2016

por Katia Michelle, especial para a Gazeta do Povo

Especialistas apontam e avaliam as apostas da culinária para o próximo ano. O estilo artesanal predomina.

 

A gastronomia brasileira já passou pelo “raio gourmetizador”, foi invadida pela cozinha molecular, teve uma febre de cupcakes, bolos no pote, flores comestíveis e outros ingredientes que se sobrepuseram nos cardápios dos restaurantes de todos os cantos do país. Mas o que gastronomia reserva para 2016, um ano em que certamente será preciso apostar na boa culinária para ser melhor digerido? O Bom Gourmet conversou com especialistas que indicam as apostas para os próximos 12 meses.

O chef Maurício Lopes, da Universidade Anhembi Morumbi, elencou três cenários que devem predominar em 2016: os ingredientes orgânicos, preparações artesanais e as técnicas de conservação assinadas pelos próprios restaurantes e chefs.
Formado em Gastronomia, Lopes é professor dos cursos de graduação e pós-graduação em gastronomia da universidade paulista. Já teve passagens pela Culinary Instituto f América e no Institut Paul Bocuse, em Lyon, na França. Anualmente, ele participa de um encontro realizado na Anhembi Morumbi que reúne os mais importantes chefs brasileiros para falar sobre a culinária e fazer um apanhado das principais tendências para o futuro próximo.

“A cozinha orgânica, o respeito às safras dos temperos e ingredientes; o cuidado com a origem e a qualidade dos alimentos, sejam eles animais ou vegetais, são tendências que vão tomar conta da gastronomia este ano”, conta. Dentro desse universo, os preparos artesanais são a principal aposta. “Resgatar técnicas de conservação de embutidos, por exemplo, com temperos e condimentos próprios vai ser o diferencial dos restaurantes. Os chefs devem buscar a sua própria técnica para se destacar”, salienta.
Dessa forma, frutas, verduras e legumes, produtos embutidos, queijos artesanais, sempre dando prioridade para o que é feito na região, vão ser cada vez mais valorizados. “Os restaurantes devem dar mais atenção para os produtos locais e desenvolver os pratos sempre tendo o artesanal como foco. Essa é a palavra para 2016”, enfatiza o chef.

Para Alexandre Dhein, chef e coordenador do Curso de Tecnologia em Gastronomia da Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR), essas tendências integram um cenário que busca soluções mais sustentáveis e que prioriza a “volta às origens”.

“Existe um movimento de retorno a esse tipo de gastronomia, uma culinária sem a formalidade que prevaleceu até agora”, aponta Dhein. Para ele, a preocupação com uma vida mais saudável é um dos motivos que levam a esse movimento. Dhein analisa que é preciso estar atento às necessidades do mercado e atender às demandas. “E hoje, quando se fala de buscar uma vida mais saudável, aliado à gastronomia, há um amplo espaço a ser conquistado”, diz, concluindo que são as tendências que atendem a essas necessidades que devem prevalecer em 2016.

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